Proteção anticópias em DVD.
(Pag. atualizada em 07.06.2007)

    Esta maravilha do final do milênio passado, apesar de nos exibir uma imagem cristalina, qualidade excepcional de áudio e outros recursos tão inovadores como a escolha de idiomas, legendas e até ângulos diferentes de observação, tudo contido em um pequeno disco de cinco polegadas e que todos dizem: "veio para ficar ", tem limitadores que a primeira vista formam grades barreiras e impedem que o DVD seja mais difundido. São as proteções, como a regionalização, os CPs (Copy Protection), Macrovision o CGMS e o CSS. Porque elas existem? A reposta principal e:

    Foram exigências impostas pelas produtoras de filmes e proprietários de direitos autorais.

    E como temos de conviver com estes limitadores, nada melhor que saber algo a respeito. Resumidamente, segue uma explicação sobre estas proteções:

- Regionalização :
    A regionalização dos aparelhos tem o intuito de impedir que discos produzidos para uma determinada região sejam reproduzidos nas outras regiões, que por questões comerciais ainda não foram lançados. Para a regionalização, o globo foi dividido em seis regiões, porém existe mais duas:

REGIÃO PAÍSES OU CONTINENTES
0 TODAS AS REGIÕES, SEM RESTRIÇÃO
1 ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE e CANADÁ
2 EUROPA, JAPÃO, EGITO, ORIENTE MÉDIO e ÁFRICA DO SUL
3 CORÉIA, TAILÂNDIA, VIETNÃ, HONG KONG e INDONÉSIA
4 AMÉRICA DO SUL E CENTRAL, CARIBE, AUSTRÁLIA e NOVA ZELÂNDIA
5 ÍNDIA, ÁFRICA, E ÁREA DA ANTIGA UNIÃO SOVIÉTICA, MONGÓLIA e CORÉIA DO NORTE
6 REPÚBLICA DA CHINA
7 RESERVADO.
8 ESPECIAL PARA AVIAÇÃO E MARINHA.

- Macrovision :
    É a empresa que desenvolve os mais sofisticados métodos de proteção de cópias, por isto, toda gravação protegida, se que diz popularmente, ter o Macrovision.

    A proteção é uma das exigências das gravadoras e produtores para evitar a pirataria de seus discos não permitindo a realização de cópias em videocassetes e atualmente em gravadores de DVD, tanto nos sinais analógicos, como digitais.
    Tecnicamente, o processo analógico consiste em:
                            1-injetar determinados sinais próximos aos pulsos de sincronismo vertical do sinal de vídeo composto;
                            2-introduzir sinais junto ao pulso de sincronismo de cor 'burst'.
    Estes sinais são percebidos apenas pelos circuitos do videocassete ou gravador de DVD e não pelo televisor comum. Ao ser feita uma cópia, a gravação será reproduzida de forma inconstante, variando a imagem de quase perfeita, para uma imagem sem contraste e quase sempre rolando no sentido vertical, sem contar a presença de diversas linhas horizontais sem cor por toda a tela, efeito chamado de 'color stripe'(existem alguns projetores de vídeo(telões) que percebem estes pulsos, e apresentam a deterioração na imagem, porém sem o efeito 'Color Stripe', exigindo um aparelho(black box - "Macro-Cleaner") que remova o Macrovision para reprodução perfeita. Este aparelho retira todas as proteções analógicas liberando a realização de cópias em DVD ou VHS, porém o usuário deverá ter em mente que há também outra proteção, a de ordem legal.
    Nos gravadores de DVD, o disco com proteção simplesmente é rejeitado, e a informação "Impossível de fazer cópias devido a proteção." é apresentada na tela.

- CGMS :
    CGMS(Copy Generation Management System). Informação presente nos discos e fitas que visa evitar a realização de cópias por qualquer equipamento digital, por exemplo, de DVD player para DVD recorder. O CGMS existe em dois estágios, sendo um deles presente no sinal analógico(vídeo composto, S-Vídeo ou vídeo-componentes) chamado de CGMS/A, e outro na saída de vídeo digital, recebendo o nome de CGMS/D.

- CSS :
    CSS(Content Scrambling System). Processo digital que codifica(criptografa) os sinais no ato de gravação dos discos de DVD. Permite que somente aparelhos autorizados(com o decodificador DCSS) possam reproduzir o disco.

- RCE :
    RCE(Region Code Enhancement). Devido à popularidade rapidamente adquirida pelo DVD, técnicos e engenheiros passaram a estudar uma forma de os players aceitarem discos de outras regiões, além daquela determinada pelo fabricante. Este processo de 'hack' iniciou na Europa nos idos de 1998, devido ao aparecimento de grande quantidade de discos região 1.
    No Brasil, o "hackeamento" dos player teve inicio quase um ano após. Como não é uma ilegalidade a liberação de áreas, não houve uma perseguição aos destravadores de dvds, porém a indústria se preocupou e passou a alterar o processo de fabricação dos players, dificultando a liberação regional, e as gravadoras a idealizarem diversas formas para evitar que discos sejam reproduzidos em players codificados ou com áreas liberadas.
    Apesar de muitos processos serem criados, todos foram burlados. Até este último desenvolvido pela Columbia Tristar, o chamado RCE(Region Code Enhancement) inicialmente presente no filme 'The Patriot' região 1(lançamento no Brasil região 4 sem RCE), que ao ser introduzido em um player multiregião(quase todos), apresenta a informação: "Seu player não está com defeito. Este disco só pode ser reproduzido em player originais, sem modificação". Mostra também um mapa-mundi com as 6 regiões em destaque. Porém este processo está se mostrando ineficiente, porque há notícias que apenas algumas marcas de players não aceitam esta proteção. Temos informações sobre os JVC, Toshiba e Sharp(até o momento) não aceitam estes discos. 98% do serviço de liberação regional feitos pela Videocolor passam pelo 'crivo' dos discos 'RCE'. Conheça o processo usado para 'burlar' o RCE nos players Toshiba, clicando aqui.

    A codificação RCE está intimamente ligada à região designada para o disco. Portanto, encontraremos discos para a região 1 com RCE, discos região 2 com RCE, discos região 4 com RCE, etc. Desta forma, criou-se a designação RCE1, RCE2, RCE4, etc.

    Esta é a tela apresentada pelo televisor por um disco com RCE da região 1, ao tentar ser reproduzido em um aparelho multiregião:

rce.jpg (18487 bytes)

       Observações: Nem todas proteções obrigatoriamente estarão inseridas em um disco. Depende da produtora, a intenção de proteger ou não, e o grau de proteção desejado para a gravação. Os discos sem proteção regional são classificados como ALL (todas), região 0 (zero), ou region free.
       Outros discos destacam o numero de determinada região, mas ao examinar a produção, descobre-se que são região 0(zero-free), ou seja, não há regionalização alguma. O destaque de região impresso no disco provavelmente exista devido ao idioma das legendas ou dublagem. Estes discos são facilmente encontrados nas video-locadoras.
      A maioria dos discos (DVDs) musicais não são protegidos, permitindo a cópia. Muitos nem destacam a regionalização.

      Quase a totalidade das produções (filmes) em DVD são protegidas com o Macrovision, Color Stripe e o CGMS/A.
      É importante destacar que a ação das proteções de anti-cópias em gravadores de DVD, depende da versão do firmware instalado no aparelho. Alguns gravadores são impedidos de fazer a cópia devido apenas a presença do CGMS/A e do CP (Macrovision), já as novas versões, além de detetarem a presença do CGMS/A e do CP, também procuram pelo Color Stripe, ou seja. Se apenas uma proteção for detectada, a cópia não é realizada.

      Para mais informações sobre este assunto, indico a página  http://mega.ist.utl.pt/~pngp/DVD/proteccao.html

Osvaldo Ademir Bueno.
CREA PR-63862

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